O Brasil em suas melhores tradições político-diplomáticas não busca uma política externa pautada na tutela ou tornar nações menores "sua periferia". Seria até mesmo oposto as bases do meridionalismo que advoga a soberania e o desenvolvimento do Terceiro Mundo.
Com esse pressuposto o Brasil tem como projeção inicial uma "aliança de primeira ordem" com a Argentina, sem a unidade e a confluência de interesses, por mais difícil que por vezes seja, entre as duas potências sul-americanas é impossível criar uma unidade maior e um espaço comum com autonomia ante os demais centros de poder global.
O pressuposto de "economias complementares" faz o Brasil agregar o Mercosul e a Bolívia em sua projeção de modo a criar aí uma base econômica que um membro fortaleça o outro e todos se complementem a depender menos de forças externas.
O petróleo da Venezuela, o gás natural da Bolívia, as culturas temperadas agrícolas argentinas e uruguaias são complemento natural as culturas agrícolas tropicais/subtropicais brasileiras, isso além de contar o enclave fiscal aberto do Uruguai que facilita transações financeiras diversas sem comprometer as demais nações que podem vir a seu auxílio caso este saia de controle.
O parque industrial brasileiro, muito maior e mais diversificado que os demais membros do Mercosul+Bolívia ainda é um fator a ser estudado para o bem dessa complementação econômica e aí considerar oque desse parque é realmente nacional e oque é transnacional. É a indústria que gera dividendos e ajuda no desenvolvimento da nação e complementa com outras neste espaço que deve ser estimulada.
É um projeto ousado e muito promissor, e igualmente inevitável para o Brasil ter o mínimo de autonomia e com ele levar a Argentina e a América do Sul de forma benéfica, se complementando e não disputando ou uma nação marginalizando outra.
Para além das economias complementares, há o espaço político de projeção inicial brasileira - seus vizinhos sul-americanos, que é obrigado a lidar e unidos podem se ajudar a ter autonomia e levar a cabo seus própios projetos sem intervenção ou tutela externa.
Daí surge a Unasul e a urgência da retirada de tropas e bases de potências externas na região.
Como espaço político cabe ao Brasil e também a Argentina e incluso com vistas a impulsionar e preservar o espaço de economia complementar administrar, mediar e preservar os demais equilíbrios de poder regionais para que se integrem ao espaço da Unasul e não vão buscar em poderes externos suas garantias.
Desses equilíbrios pesa o entre Colômbia e Venezuela, sendo a Venezuela parte do espaço de economia complementar, oque cabe-nos tecer laços econômicos de parceria com os colombianos para não se sentirem fragilizados e atuando como mediador sério e neutro nas questões que necessitarem ser observadas. Estimular entre ambas uma complementariedade econômica no que for possível que distencione as fraturas políticas e dar força para cada qual construir seu projeto nacional com o Brasil e não com poderes externos, secundarizar as alianças externas que ambos possuem e são em muito a causa de fraturas políticas.
O outro equilíbrio é entre o Peru e o Chile, um Chile bem mais desenvolvido, mais um Peru com população e potencialidades mais promissoras, com vastos recursos minerais e energéticos equilibrados pela potência do cobre que é o Chile.
O Peru é a saída do Brasil ao Pacífico e o Chile pode ser este facilitador a Argentina e assim ambas as potências os integrando e cada qual responsável a no fim integra-los ao contexto regional maior.
É um grande desafio a qual o Mercosul e a Unasul ainda engatinham mais é o desafio no qual está o destino do Brasil e da região.
Sem essa projeção inicial, todo o restante será falho.
Agora qualquer projeção neste sentido só se fará se o Brasil demonstrar ter interesses própios e não apenas ser um braço de interesses externos e neste demonstrar o interesse pela autonomia regional.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Hegemonia dos EUA : Núcleo e Estratégia
A Hegemonia dos EUA e suas principais bases e anseios na atualidade : manter a Europa e o Japão em uma parceria tutelada e dominar regiões estratégicas de matérias-primas para controlar o desenvolvimento global; por fim levar a lona ou isolar as nações que fazem oposição a seus intentos que assim se tornam alvos de sua máquina de agressão.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
O IMPÉRIO DE DORNELLES
Francisco Dornelles é um político de herança familiar que a tempos influencia decisivamente a história brasileira.
Esteve próximo ao Presidente falecido Tancredo Neves, foi decisivo na manutenção de um status de direita liberal após a ditadura, um dos grandes articuladores do processo de privatização e hoje "com um pé dentro e um pé fora da base governista".
Dornelles por todo esse período foi uma das cabeças em perpetuar e aprofundar o poder do cassino financeiro global sobre a economia e a vida política brasileira.
Hoje inegavelmente é um dos políticos mais poderosos do Brasil e oque é mais decisivo é ser a força que empurra a direita liberal "Sudeste adentro" - Rio de Janeiro e Minas Gerais que sempre foram reticentes a essa política denominada "paulistização", referindo-se as elites paulistas.
Dornelles está pronto para "implodir o Governo Dilma" a menos que esse caia de joelhos a receita social-liberal e assim galgar mais uma etapa no aprofundamento do liberalismo umbilicalmente ligado ao financismo e aos centros do capitalismo global.
Essa influência se expandiu com a ascenção de seu sobrinho o Governador Aécio Neves e o êxito de conseguir atrair o PSB, em especial o pernambucano a sua aliança.
Mais sua rede se fez no domínio das direções do PMDB Brasil a fora pelas prerrogativas aecistas e de seu PP a qual é "cacique cada dia mais incontestável".
A eleição de um de seus mais entusiastas aliados o notório Deputado federal Eduardo Cunha o levou a, de fato, dirigir os destinos da Câmara Federal.
Dornelles pauta governo, oposição e PMDB, oque o dá com certeza poder que poucos chegam a contrastar.
Esse poder se tornou um pouco mais visível com a vitória de Luiz Fernando Pezão para o Governo do Rio de Janeiro que trouxe Dornelles como seu vice-governador.
Mais Dornelles já era uma das "influências pardas" sob o Governo Sérgio Cabral e aliás o mesmo Pezão veio do PP de Dornelles...
Poder no Estado que beira a hegemonia com a Presidência da ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) por um de seus maiores aliados, o Deputado Jorge Picciani que fez campanha com Aécio e contra Dilma no Rio de Janeiro lançando o lema do "Aezão" (Aécio & Pezão).
Mais de onde se origina o poder desse homem ? Suas alianças locais, na Cidade do Rio de Janeiro explicam em muito.
Começam dentro do própio PP com o clã Lins na região de Madureira ligados a um segmento comercial influente embora suburbano e que preza muito "a paz na região comercial de Madureira" a qual tutelam a muito tempo desde shoppings a mercados populares e camelódromos.
Ainda no PP temos na Barra da Tijuca com a ascenção do Vereador Marcelo Queiroz muito ligado a indústria do turismo, das escolas particulares e da especulação imobiliária, assim como e claro, com as concessionárias de ônibus da cidade.
Temos o já citados Picciani eminentes na Zona Norte da cidade e que estendem sua influência a Baixada e ao Interior como verdadeiros "coronéis regionais" praticamente criando ali um regime em que políticos bairristas se elegem e servem de acordo com os seus interesses...
Por fim Dornelles é a face que faz a ligação de Aécio Neves com a eminente família Bergher de radicais sionistas que agora erguem em seus antigos domínios a ascenção do Pastor Silas Malafaia, ardoso defensor de um neopentecostalismo que louva o liberalismo, o sionismo e a agenda conservadora liberal.
Daí se tem uma idéia de que tipo de bases fazem o poder de Dornelles.
Um poder em franca expansão, temido por todo o Estado e como todo bom jogador, "jogando nas sombras, nunca de frente".
Um poder agora mais que nunca com essas bases, um dos maiores no plano nacional.
O Império de Dornelles devora o Rio de Janeiro e o Brasil e suas perspectivas são das mais sombrias.
Esteve próximo ao Presidente falecido Tancredo Neves, foi decisivo na manutenção de um status de direita liberal após a ditadura, um dos grandes articuladores do processo de privatização e hoje "com um pé dentro e um pé fora da base governista".
Dornelles por todo esse período foi uma das cabeças em perpetuar e aprofundar o poder do cassino financeiro global sobre a economia e a vida política brasileira.
Hoje inegavelmente é um dos políticos mais poderosos do Brasil e oque é mais decisivo é ser a força que empurra a direita liberal "Sudeste adentro" - Rio de Janeiro e Minas Gerais que sempre foram reticentes a essa política denominada "paulistização", referindo-se as elites paulistas.
Dornelles está pronto para "implodir o Governo Dilma" a menos que esse caia de joelhos a receita social-liberal e assim galgar mais uma etapa no aprofundamento do liberalismo umbilicalmente ligado ao financismo e aos centros do capitalismo global.
Essa influência se expandiu com a ascenção de seu sobrinho o Governador Aécio Neves e o êxito de conseguir atrair o PSB, em especial o pernambucano a sua aliança.
Mais sua rede se fez no domínio das direções do PMDB Brasil a fora pelas prerrogativas aecistas e de seu PP a qual é "cacique cada dia mais incontestável".
A eleição de um de seus mais entusiastas aliados o notório Deputado federal Eduardo Cunha o levou a, de fato, dirigir os destinos da Câmara Federal.
Dornelles pauta governo, oposição e PMDB, oque o dá com certeza poder que poucos chegam a contrastar.
Esse poder se tornou um pouco mais visível com a vitória de Luiz Fernando Pezão para o Governo do Rio de Janeiro que trouxe Dornelles como seu vice-governador.
Mais Dornelles já era uma das "influências pardas" sob o Governo Sérgio Cabral e aliás o mesmo Pezão veio do PP de Dornelles...
Poder no Estado que beira a hegemonia com a Presidência da ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) por um de seus maiores aliados, o Deputado Jorge Picciani que fez campanha com Aécio e contra Dilma no Rio de Janeiro lançando o lema do "Aezão" (Aécio & Pezão).
Mais de onde se origina o poder desse homem ? Suas alianças locais, na Cidade do Rio de Janeiro explicam em muito.
Começam dentro do própio PP com o clã Lins na região de Madureira ligados a um segmento comercial influente embora suburbano e que preza muito "a paz na região comercial de Madureira" a qual tutelam a muito tempo desde shoppings a mercados populares e camelódromos.
Ainda no PP temos na Barra da Tijuca com a ascenção do Vereador Marcelo Queiroz muito ligado a indústria do turismo, das escolas particulares e da especulação imobiliária, assim como e claro, com as concessionárias de ônibus da cidade.
Temos o já citados Picciani eminentes na Zona Norte da cidade e que estendem sua influência a Baixada e ao Interior como verdadeiros "coronéis regionais" praticamente criando ali um regime em que políticos bairristas se elegem e servem de acordo com os seus interesses...
Por fim Dornelles é a face que faz a ligação de Aécio Neves com a eminente família Bergher de radicais sionistas que agora erguem em seus antigos domínios a ascenção do Pastor Silas Malafaia, ardoso defensor de um neopentecostalismo que louva o liberalismo, o sionismo e a agenda conservadora liberal.
Daí se tem uma idéia de que tipo de bases fazem o poder de Dornelles.
Um poder em franca expansão, temido por todo o Estado e como todo bom jogador, "jogando nas sombras, nunca de frente".
Um poder agora mais que nunca com essas bases, um dos maiores no plano nacional.
O Império de Dornelles devora o Rio de Janeiro e o Brasil e suas perspectivas são das mais sombrias.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
SIRIA : SEMENTE DA MULTIPOLARIDADE
Daqui a alguns anos poderemos dizer que foi na Siria que se iniciou o mundo multipolar, foi no fracasso dos EUA em invadir o país e na firme reação da Rússia que passaram a se desenrolar os acontecimentos que hoje delineam um futuro de multipolaridade.
De fins de 2014 a hoje o conflito intensificou uma divisão que se expraiou a outras vertentes na política internacional.
De um lado um Eixo da Resistência composto pela Rússia, pela China e pelo Irã que ao defender a Síria desde então são levados a liderança do processo contra-hegemônico e da gestação de um mundo multipolar.
De outro um Eixo Franco-Turco-Catarí ligado a forças na Irmandade Muçulmana e com projetos imperialistas própios em particular na Síria aonde inclusive já faziam planos de divisão do país entre os própios.
Ainda um Eixo Sionista-Saudita, duas nações em crise que impulsionam guerras na região e no mundo por projetos expansionistas e pela própia integridade territorial muito ligados as células da Al-Quaeda e na Síria a Frente Al-Nusra.
De interesses conflitantes na Síria, os Franco-Turco-Catarís e os Sionistas-Sauditas passaram a conflitar regionalmente no Egito, na Líbia, na Argélia e logo globalmente como no Donbass aonde os primeiros buscam um distencionamento com a Rússia e os últimos o estopim do conflito.
Tudo costurado e interligado no fio da navalha por um EUA com facções também em disputa aonde por ora Obama tende aos Franco-Turco-Catarís e seus adversários republicanos na figura do Senador Jhon Mac Cain aos Sionistas-Sauditas.
Em um último gesto de desespero os EUA buscaram uma "Coalizão anti-Estado Islâmico" como desculpa para agredir a Síria e retomar o Iraque, e em um último gesto conciliar os interesses irreconciliáveis.
A política Sionista-Saudita iniciada no Afeganistão agora é prática mundo a fora e usada como instrumento para seu domínio em especial no Mundo Àrabe mais também para hostilizar e chantagear os inimigos como a Rússia.
Os Franco-Turco-Catarís embarcaram na onda com os EUA mais viram que os Sionistas-Sauditas não tinham os mesmos interesses que os seus.
É irreconciliável até territorialmente os projetos do "Lago do Mediterrâneo e da Turquia Expandida" dos Franco-Turco-Catarís com "a Eretz Israel e o Estado Islâmico Saudita".
A Siria reavivou também oque esteve inerte desde o estabelecimento da Hegemonia dos EUA nos anos 90 : As nações do Terceiro Mundo e muitas com certa autonomia rechassaram categoricamente a intervenção imperialista mostrando que longe de estar isolada a Siria contava com respaldo internacional.
E também foi reavivada a solidariedade internacional com diversas nações ajudando efetivamente a Síria e não só com armas e equipamentos mais também com víveres, matérias-primas e investimentos.
É por isso que a Siria é a "semente da multipolaridade" pois em torno dela se criou a dinâmica que leva o mundo hoje poder enxergar a frente um mundo multipolar.
Foi a primeira vez desde seu triunfo que a hegemonia foi barrada e viu a oposição ou a indiferença da grande maioria do mundo.
De fins de 2014 a hoje o conflito intensificou uma divisão que se expraiou a outras vertentes na política internacional.
De um lado um Eixo da Resistência composto pela Rússia, pela China e pelo Irã que ao defender a Síria desde então são levados a liderança do processo contra-hegemônico e da gestação de um mundo multipolar.
De outro um Eixo Franco-Turco-Catarí ligado a forças na Irmandade Muçulmana e com projetos imperialistas própios em particular na Síria aonde inclusive já faziam planos de divisão do país entre os própios.
Ainda um Eixo Sionista-Saudita, duas nações em crise que impulsionam guerras na região e no mundo por projetos expansionistas e pela própia integridade territorial muito ligados as células da Al-Quaeda e na Síria a Frente Al-Nusra.
De interesses conflitantes na Síria, os Franco-Turco-Catarís e os Sionistas-Sauditas passaram a conflitar regionalmente no Egito, na Líbia, na Argélia e logo globalmente como no Donbass aonde os primeiros buscam um distencionamento com a Rússia e os últimos o estopim do conflito.
Tudo costurado e interligado no fio da navalha por um EUA com facções também em disputa aonde por ora Obama tende aos Franco-Turco-Catarís e seus adversários republicanos na figura do Senador Jhon Mac Cain aos Sionistas-Sauditas.
Em um último gesto de desespero os EUA buscaram uma "Coalizão anti-Estado Islâmico" como desculpa para agredir a Síria e retomar o Iraque, e em um último gesto conciliar os interesses irreconciliáveis.
A política Sionista-Saudita iniciada no Afeganistão agora é prática mundo a fora e usada como instrumento para seu domínio em especial no Mundo Àrabe mais também para hostilizar e chantagear os inimigos como a Rússia.
Os Franco-Turco-Catarís embarcaram na onda com os EUA mais viram que os Sionistas-Sauditas não tinham os mesmos interesses que os seus.
É irreconciliável até territorialmente os projetos do "Lago do Mediterrâneo e da Turquia Expandida" dos Franco-Turco-Catarís com "a Eretz Israel e o Estado Islâmico Saudita".
A Siria reavivou também oque esteve inerte desde o estabelecimento da Hegemonia dos EUA nos anos 90 : As nações do Terceiro Mundo e muitas com certa autonomia rechassaram categoricamente a intervenção imperialista mostrando que longe de estar isolada a Siria contava com respaldo internacional.
E também foi reavivada a solidariedade internacional com diversas nações ajudando efetivamente a Síria e não só com armas e equipamentos mais também com víveres, matérias-primas e investimentos.
É por isso que a Siria é a "semente da multipolaridade" pois em torno dela se criou a dinâmica que leva o mundo hoje poder enxergar a frente um mundo multipolar.
Foi a primeira vez desde seu triunfo que a hegemonia foi barrada e viu a oposição ou a indiferença da grande maioria do mundo.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Principais Escolas de Samba do Rio de Janeiro
O
carnaval carioca e tão logo fluminense, dos blocos de rua, ao desfile
na Intendente Magalhães com o ponto alto do Sambódromo é uma das marcas
da cultura de nossa cidade e expandido ao entorno com linguagens e
características únicas.
Embora mercantilizado, o carnaval não perdeu sua identidade nascida dos morros, das favelas, das comunidades cariocas, da alma africana reinventando as antigas tradições do entrudo e dos bailes de máscaras.
Dessa síntese, nasce a marca da passarela do samba que através das principais escolas de samba que movimentam as comunidades o ano inteiro fazem do àpice no desfile na avenida, uma amostra do Rio de Janeiro para o mundo.
Embora mercantilizado, o carnaval não perdeu sua identidade nascida dos morros, das favelas, das comunidades cariocas, da alma africana reinventando as antigas tradições do entrudo e dos bailes de máscaras.
Dessa síntese, nasce a marca da passarela do samba que através das principais escolas de samba que movimentam as comunidades o ano inteiro fazem do àpice no desfile na avenida, uma amostra do Rio de Janeiro para o mundo.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
O COLAR DE PÉROLAS DA CHINA
A China com todo seu gigantismo e vasto território, consegue por mais incrível que pareça ter uma relação e vias de comércio sob os inúmeros países que a fazem fronteira terrestre do que sob seu enorme litoral devido ao cêrco que ali é posto pelos EUA e as nações que estes tutelam ou a ele se aliam e que praticamente cerceiam o litoral chinês.
A estratégia chinesa está no que batizaram de "Colar de pérolas", seus portos, bases militares marítimas e pontos estratégicos de navegação que atuam na defesa de seu litoral ante tal cêrco e juntamente com portos mais abertos a si e parcerias militares que por vezes resultam em operações conjuntas, até hoje de caráter defensivo, o Gigante asiático forma uma rota que "fura o cêrco" e lhe permite um litoral seguro e vias marítimas abertas para interação e comércio mundo a fora.
O mapa demonstra os pontos estratégicos deste "Colar de pérolas" e as nações que são parceiras da China e as que como parceiras dos EUA dificultam suas posições, além de nações que interagem com ambas e apesar de serem tradicionalmente "rotas seguras" para embarcações chinesas por vezes os interesses oscilam e podem gerar crises pontuais.
Em tempos recentes a grande perda deu-se na Tailândia aonde um golpe militar patrocinado pelos EUA retirou um governo simpático a Pequim e com sua posição estratégica dificultou em muito as rotas chinesas e principalmente implodiu os planos de parceria "a longuíssimo prazo" que contariam incluso com a construção de um canal interoceânico que diminuiria as distâncias entre as rotas no Oceano Pacífico ao Índico.
A China também tem intensificado laços históricos e pondo fim a antigas rivalidades, oque vem forjado "alianças de alto nível" com nações de porte como a Rússia e o Irã, além da Àsia Central, o Paquistão e a região da Síria e Líbano no Oriente Médio.
Apesar de crises pontuais se consolidam alianças com a Índia e a Indonésia, por exemplo.
Mais com certeza o grande "ponto estratégico" e aliado a qual a China faz questão de cultivar é a Coréia Popular, a qual possuem relações quase complementares.
Apesar de tudo também se mantém estável a relação com a Indochina, em especial com o Vietnã, por mais que as tentativas recentes dos EUA procurassem distanciar as nações.
Como plataforma de projeção e tutela dos EUA na região e por todas as causas históricas, embora tentem uma relação "menos beliciosa", sempre interrompida por pressões norte-americanas, prossegue o Japão e seus aliados como a Coréia do Sul os principais entraves a defesa e livre circulação dos interesses chineses.
O caso de Taiwan é o mais particularmente grave que a China reclama como seu território e os EUA sob o Japão interessa manter afastado de Pequim.
Nota-se que as posições chinesas são absolutamente defensivas, é a China que está cercada, qualquer teorização fora disso, foge a realidade, assim como o interesse vital da China de afastar dali os interesses dos EUA que buscam sufocar seu desenvolvimento e própia existência como nação soberana.
Se há partes na China e nos EUA que os tornam "economias complementares", os "interesses nacionais" os dividem e as àereas de defesa, comércio marítimo e mesmo matérias-primas os põe em lados opostos.
A estratégia chinesa está no que batizaram de "Colar de pérolas", seus portos, bases militares marítimas e pontos estratégicos de navegação que atuam na defesa de seu litoral ante tal cêrco e juntamente com portos mais abertos a si e parcerias militares que por vezes resultam em operações conjuntas, até hoje de caráter defensivo, o Gigante asiático forma uma rota que "fura o cêrco" e lhe permite um litoral seguro e vias marítimas abertas para interação e comércio mundo a fora.
O mapa demonstra os pontos estratégicos deste "Colar de pérolas" e as nações que são parceiras da China e as que como parceiras dos EUA dificultam suas posições, além de nações que interagem com ambas e apesar de serem tradicionalmente "rotas seguras" para embarcações chinesas por vezes os interesses oscilam e podem gerar crises pontuais.
Em tempos recentes a grande perda deu-se na Tailândia aonde um golpe militar patrocinado pelos EUA retirou um governo simpático a Pequim e com sua posição estratégica dificultou em muito as rotas chinesas e principalmente implodiu os planos de parceria "a longuíssimo prazo" que contariam incluso com a construção de um canal interoceânico que diminuiria as distâncias entre as rotas no Oceano Pacífico ao Índico.
A China também tem intensificado laços históricos e pondo fim a antigas rivalidades, oque vem forjado "alianças de alto nível" com nações de porte como a Rússia e o Irã, além da Àsia Central, o Paquistão e a região da Síria e Líbano no Oriente Médio.
Apesar de crises pontuais se consolidam alianças com a Índia e a Indonésia, por exemplo.
Mais com certeza o grande "ponto estratégico" e aliado a qual a China faz questão de cultivar é a Coréia Popular, a qual possuem relações quase complementares.
Apesar de tudo também se mantém estável a relação com a Indochina, em especial com o Vietnã, por mais que as tentativas recentes dos EUA procurassem distanciar as nações.
Como plataforma de projeção e tutela dos EUA na região e por todas as causas históricas, embora tentem uma relação "menos beliciosa", sempre interrompida por pressões norte-americanas, prossegue o Japão e seus aliados como a Coréia do Sul os principais entraves a defesa e livre circulação dos interesses chineses.
O caso de Taiwan é o mais particularmente grave que a China reclama como seu território e os EUA sob o Japão interessa manter afastado de Pequim.
Nota-se que as posições chinesas são absolutamente defensivas, é a China que está cercada, qualquer teorização fora disso, foge a realidade, assim como o interesse vital da China de afastar dali os interesses dos EUA que buscam sufocar seu desenvolvimento e própia existência como nação soberana.
Se há partes na China e nos EUA que os tornam "economias complementares", os "interesses nacionais" os dividem e as àereas de defesa, comércio marítimo e mesmo matérias-primas os põe em lados opostos.
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