quarta-feira, 18 de março de 2015

África : Potencialidades e fraturas na atualidade


A BASE DO PODER ATLANTISTA

A base do poder norte-americano são os oceanos. O domínio dos oceanos evita que outras nações ataquem os Estados Unidos, permite que o país intervenha quando é necessário, além de dar controle sobre o comércio internacional. Os Estados Unidos jamais devem utilizar esse poder, mas também deve nega-lo a qualquer outra nação. O comércio global depende dos oceanos. A nação que controlar os oceanos controlará o comércio global. A estratégia de equilíbrio de poderes é uma forma de batalha naval, evitando que desafiadores consigam consolidar forças que possam ameaçar o controle norte-americano dos mares.

- Trecho de Informe da Stratfor -

África : Perspectivas

A Àfrica é nas próximas décadas o grande continente de conflitos mais também de oportunidades, de perspectivas de novos arranjos que afetarão toda a dinâmica global. Deve passar "por um grande furacão" devido a artificialidade de seus Estados e de suas fronteiras e do própio desenvolvimento que deve intensificar estes conflitos.

Depois disso o mapa africano deve ser totalmente diferente do que apresenta hoje sobressaindo três ou quatro potências regionais em um continente cheio de pequenas nações sem grande projeção.

- Resumido das perspectivas da Stratfor para a geopolítica africana -

No mapa as mais novas nações africanas e o mapa étnico do continente.

sábado, 14 de março de 2015

ESTADOS UNIDOS : CONTENÇÃO DO BRASIL

- Baseado em Conselho da Statfor ao Governo dos EUA -

Há apenas um país latino-americano com potencial de competir com Estados Unidos com suas própias forças, e é o Brasil.
O país é a sexta maior economia do mundo e o quinto mais extenso tanto em tamanho quanto em população.
O Brasil é extremamente orientado para a exportação, mas seus produtos de exportação são bem balanceados. Dois terços deles são commodities primárias (agrícolas e minerais). A distribuição geográfica de suas exportações também impressiona muito com quantidades bem próximas voltadas a América Latina (24,6%), a União Européia (22,9%) e a Àsia (21,0 %).Uma quantia relativamente pequena, mais não insignificante, vai para os Estados Unidos (13,2 %).Esta postura equilibrada de exportações é menos vulnerável a quedas econômicas regionais bruscas.

O único perigo que o Brasil poderia oferecer para os Estados Unidos seria se sua expansão econômica continuasse a ponto de conseguir desenvolver poder aéreo e naval para dominar o Atlântico entre seu litoral e a Àfrica Ocidental, uma região que não é patrulhada intensamente pelos Estados Unidos, diferentemente do Oceano Índico ou do Mar do Sul da China. Isso não ocorrerá na próxima década, mas, à medida que os índices salariais brasileiros aumentarem, os fatores geográficos serão tais que os investimentos brasileiros na Àfrica poderão gerar menores custos de transporte de que os investimentos em outras partes da América Latina.

Na próxima década, ao mesmo tempo em que mantém relações amistosas com o Brasil, os Estados Unidos deveriam fazer o possível para fortalecer a Argentina, o único país que pode servir de contrapeso.

Os brasileiros considerarão uma ameaça de longo prazo o apoio norte-americano à Argentina, mas ficarão preocupados com seu própio desenvolvimento e as tensões internas que isso gera.

Lembrete : Tais tensões que podem culminar com a fragmentação territorial brasileira, sonho dos EUA em sua estratégia de "fragmentação das nações continentais que poderiam lhe fazer frente". Medida essa também extremamente facilitadora de seu saque aos "recursos naturais e energéticos".

Um programa único para a Argentina poderia gerar uma resposta brasileira prematura, de modo que o Brasil deve ser incluido em todos os programas norte-americanos, se este país desejar participar. Se necessário, todo esse esforço de boa vontade pode ser apresentado como uma tentativa de conter Hugo Chávez na Venezuela.

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Resumindo os reais objetivos desta cantilhena completa (o texto está resumido), o mapa que ilustra o post e "as tendências separatistas demonstradas por grupos liberais em solo brasileiro".

EUA : Intervenção recente sob a América Latina

Em tempos recentes as teias de intervenção dos EUA em diversas nações da América Latina.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Eurasianismo : Pilares de Multipolaridade


O espaço Eurasiático tem como se desenvolver com base em três grandes núcleos de poder a refletir sua projeção hoje e em futuro próximo.
Com bases não apenas econômicas mais também afinidades políticas, geográficas e culturais podem se erguer três grandes blocos complementares e daí a unidade eurasiática como fonte do equilibrio multipolar e débacle da hegemonia liberal atlantista.
A Rússia tem como agregar um pilar sob sua potência militar e energética complementar a dois eixos, um econômico ante uma Alemanha novamente soberana e outra pelo peso político e simbólico de uma França no cenário europeu.
Este primeiro pilar sofre a oposição natural de um Reino Unido que sempre cresceu ante a divisão da Europa e possui valores e espaço muito diferente das demais nações do continente.
A China com seu poderio econômico, militar, mais principalmente cultural e simbólico tem como liderar um outro pilar em unidade com a Indonésia agregando uma potência energética que tem tudo para se agregar a cultura política chinesa contra a presença atlantista que os cerca tanto sob as bases da Austrália como e principalmente de um Japão que sem o tamanho e as potencialidades indonésias inevitavelmente tende a ser um predador e não um parceiro como se inclina a China.
A inserção chinesa no mundo se fez a base do respeito as soberanias e a não interferência em assuntos internos de outras nações e se expandiu durante todo esse tempo convivendo e contornando habilidosamente àereas de influência de outras nações, assim sendo o Gigante chinês não tem a necessidade prática de ter um pilar extenso e assim confrontar seus outros parceiros, a própia tradição política chinesa ainda reforça o quadro por um isolacionismo tático e metódico que pouco tem a apostar em um pilar para além de sua influência cultural milenar.
A China ainda possui as credenciais de mediar possíveis tensões entre os outros dois pilares bem mais extensos e complexos, além do russo, oque projeta a Ìndia.
Não restam dúvidas que apesar do colosso chinês devido a sua economia planificada e tendência de isolamento, caberá a Ìndia o papel de grande potência econômica do século XXI. Por seu gigantismo e localização geográfica, a Índia ainda possui a vantagem de resolvido os problemas com seu vizinho Paquistão e a identidade islâmica ter como pilar toda a região mais rica em recursos energéticos do planeta : o Oriente Médio e o Norte da Àfrica. Por diversos fatores, desde o tamanho continental a potência econômica e uma política externa terceiro-mundista bastante ativa, estabelecendo sua soberania sob o Oceano Ìndico a consequência inevitável é sua proximidade com o Oriente Médio e o Norte da Àfrica. Tensões pontuais podem surgir com o pilar russo, mais nada que não seja contornável como por exemplo a aceitação por vínculos históricos, políticos, culturais e econômicos da Armênia como integrante do pilar russo e este a aceitação do Azerbaijão no pilar indiano por toda sua história conexa ao Irã. E cabe ao Irã a chave de expansão e de mediação dentro deste pilar indiano e deste com o pilar russo. O Vizinho Paquistão, o Irã, além da Turquia e o Egito seriam as potências que com seu equilíbrio dariam coesão ao pilar indiano.
Tais pilares, a qual dependem a projeção, mais também o desenvolvimento e soberania de toda a Eurásia se farão em oposição ao eixo liberal liderado pelos EUA que terão como naturais as parcerias das potências atlânticas do Reino Unido e do Japão.

Eurasianismo

Eurasianismo - é a base de uma ideologia revolucionária, rejeitando a universalidade, a unicidade e a ausência da alternativa para a dominação do sistema Atlântico de valores.

Depois que a União Soviética foi destruída, e o campo capitalista perdeu seu oponente, Francis Fukuyama proclamou "o fim da história". Como pode ? Porque a história de desenvolvimento é necessária que pelo menos dois pólos. Por exemplo, em termos sócio-políticos, há uma certa tensão dialética entre capitalismo e socialismo. Sua luta dá a dinâmica do processo histórico, energia. Quando o campo soviético foi derrotado e realmente capitulou perante o Ocidente, dissolvido, auto aniquilado, neste momento, Fukuyama declarou o fim da história. Do ponto de vista dialético, faz sentido, porque sem o segundo pólo, não há nenhum movimento. Projetando a mesma idéia sobre a categoria de geopolítica, vemos que o final da história virá como resultado da vitória estratégica absoluta do atlantismo sobre Eurasianismo, que representa a única oposição. Além disso, os americanos declararam que a irreversibilidade da sua vitória quase completamente realizada.

Eurasianismo, combinando, num sentido global, os adversários do triunfo americano, desafia o fim da história. Um Eurasianista é quem se opõe ao fim da história. Estamos prontos para lutar por um curso diferente do processo histórico, postulando o segundo pólo, ou seja, Eurasianismo em sentido lato.

Alexander Dugin "Geopolítica da pós-modernidade"

De Theory of Eurasianism

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

BRASIL : PROJEÇÃO INICIAL

O Brasil em suas melhores tradições político-diplomáticas não busca uma política externa pautada na tutela ou tornar nações menores "sua periferia". Seria até mesmo oposto as bases do meridionalismo que advoga a soberania e o desenvolvimento do Terceiro Mundo.
Com esse pressuposto o Brasil tem como projeção inicial uma "aliança de primeira ordem" com a Argentina, sem a unidade e a confluência de interesses, por mais difícil que por vezes seja, entre as duas potências sul-americanas é impossível criar uma unidade maior e um espaço comum com autonomia ante os demais centros de poder global.
O pressuposto de "economias complementares" faz o Brasil agregar o Mercosul e a Bolívia em sua projeção de modo a criar aí uma base econômica que um membro fortaleça o outro e todos se complementem a depender menos de forças externas.
O petróleo da Venezuela, o gás natural da Bolívia, as culturas temperadas agrícolas argentinas e uruguaias são complemento natural as culturas agrícolas tropicais/subtropicais brasileiras, isso além de contar o enclave fiscal aberto do Uruguai que facilita transações financeiras diversas sem comprometer as demais nações que podem vir a seu auxílio caso este saia de controle.
O parque industrial brasileiro, muito maior e mais diversificado que os demais membros do Mercosul+Bolívia ainda é um fator a ser estudado para o bem dessa complementação econômica e aí considerar oque desse parque é realmente nacional e oque é transnacional. É a indústria que gera dividendos e ajuda no desenvolvimento da nação e complementa com outras neste espaço que deve ser estimulada.
É um projeto ousado e muito promissor, e igualmente inevitável para o Brasil ter o mínimo de autonomia e com ele levar a Argentina e a América do Sul de forma benéfica, se complementando e não disputando ou uma nação marginalizando outra.
Para além das economias complementares, há o espaço político de projeção inicial brasileira - seus vizinhos sul-americanos, que é obrigado a lidar e unidos podem se ajudar a ter autonomia e levar a cabo seus própios projetos sem intervenção ou tutela externa.
Daí surge a Unasul e a urgência da retirada de tropas e bases de potências externas na região.
Como espaço político cabe ao Brasil e também a Argentina e incluso com vistas a impulsionar e preservar o espaço de economia complementar administrar, mediar e preservar os demais equilíbrios de poder regionais para que se integrem ao espaço da Unasul e não vão buscar em poderes externos suas garantias.
Desses equilíbrios pesa o entre Colômbia e Venezuela, sendo a Venezuela parte do espaço de economia complementar, oque cabe-nos tecer laços econômicos de parceria com os colombianos para não se sentirem fragilizados e atuando como mediador sério e neutro nas questões que necessitarem ser observadas. Estimular entre ambas uma complementariedade econômica no que for possível que distencione as fraturas políticas e dar força para cada qual construir seu projeto nacional com o Brasil e não com poderes externos, secundarizar as alianças externas que ambos possuem e são em muito a causa de fraturas políticas.
O outro equilíbrio é entre o Peru e o Chile, um Chile bem mais desenvolvido, mais um Peru com população e potencialidades mais promissoras, com vastos recursos minerais e energéticos equilibrados pela potência do cobre que é o Chile.
O Peru é a saída do Brasil ao Pacífico e o Chile pode ser este facilitador a Argentina e assim ambas as potências os integrando e cada qual responsável a no fim integra-los ao contexto regional maior.
É um grande desafio a qual o Mercosul e a Unasul ainda engatinham mais é o desafio no qual está o destino do Brasil e da região.
Sem essa projeção inicial, todo o restante será falho.
Agora qualquer projeção neste sentido só se fará se o Brasil demonstrar ter interesses própios e não apenas ser um braço de interesses externos e neste demonstrar o interesse pela autonomia regional.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Hegemonia dos EUA : Núcleo e Estratégia


A Hegemonia dos EUA e suas principais bases e anseios na atualidade : manter a Europa e o Japão em uma parceria tutelada e dominar regiões estratégicas de matérias-primas para controlar o desenvolvimento global; por fim levar a lona ou isolar as nações que fazem oposição a seus intentos que assim se tornam alvos de sua máquina de agressão.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O IMPÉRIO DE DORNELLES

Francisco Dornelles é um político de herança familiar que a tempos influencia decisivamente a história brasileira.
Esteve próximo ao Presidente falecido Tancredo Neves, foi decisivo na manutenção de um status de direita liberal após a ditadura, um dos grandes articuladores do processo de privatização e hoje "com um pé dentro e um pé fora da base governista".
Dornelles por todo esse período foi uma das cabeças em perpetuar e aprofundar o poder do cassino financeiro global sobre a economia e a vida política brasileira.
Hoje inegavelmente é um dos políticos mais poderosos do Brasil e oque é mais decisivo é ser a força que empurra a direita liberal "Sudeste adentro" - Rio de Janeiro e Minas Gerais que sempre foram reticentes a essa política denominada "paulistização", referindo-se as elites paulistas.
Dornelles está pronto para "implodir o Governo Dilma" a menos que esse caia de joelhos a receita social-liberal e assim galgar mais uma etapa no aprofundamento do liberalismo umbilicalmente ligado ao financismo e aos centros do capitalismo global.

Essa influência se expandiu com a ascenção de seu sobrinho o Governador Aécio Neves e o êxito de conseguir atrair o PSB, em especial o pernambucano a sua aliança.
Mais sua rede se fez no domínio das direções do PMDB Brasil a fora pelas prerrogativas aecistas e de seu PP a qual é "cacique cada dia mais incontestável".
A eleição de um de seus mais entusiastas aliados o notório Deputado federal Eduardo Cunha o levou a, de fato, dirigir os destinos da Câmara Federal.
Dornelles pauta governo, oposição e PMDB, oque o dá com certeza poder que poucos chegam a contrastar.

Esse poder se tornou um pouco mais visível com a vitória de Luiz Fernando Pezão para o Governo do Rio de Janeiro que trouxe Dornelles como seu vice-governador.
Mais Dornelles já era uma das "influências pardas" sob o Governo Sérgio Cabral e aliás o mesmo Pezão veio do PP de Dornelles...
Poder no Estado que beira a hegemonia com a Presidência da ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) por um de seus maiores aliados, o Deputado Jorge Picciani que fez campanha com Aécio e contra Dilma no Rio de Janeiro lançando o lema do "Aezão" (Aécio & Pezão).

Mais de onde se origina o poder desse homem ? Suas alianças locais, na Cidade do Rio de Janeiro explicam em muito.
Começam dentro do própio PP com o clã Lins na região de Madureira ligados a um segmento comercial influente embora suburbano e que preza muito "a paz na região comercial de Madureira" a qual tutelam a muito tempo desde shoppings a mercados populares e camelódromos.
Ainda no PP temos na Barra da Tijuca com a ascenção do Vereador Marcelo Queiroz muito ligado a indústria do turismo, das escolas particulares e da especulação imobiliária, assim como e claro, com as concessionárias de ônibus da cidade.
Temos o já citados Picciani eminentes na Zona Norte da cidade e que estendem sua influência a Baixada e ao Interior como verdadeiros "coronéis regionais" praticamente criando ali um regime em que políticos bairristas se elegem e servem de acordo com os seus interesses...
Por fim Dornelles é a face que faz a ligação de Aécio Neves com a eminente família Bergher de radicais sionistas que agora erguem em seus antigos domínios a ascenção do Pastor Silas Malafaia, ardoso defensor de um neopentecostalismo que louva o liberalismo, o sionismo e a agenda conservadora liberal.
Daí se tem uma idéia de que tipo de bases fazem o poder de Dornelles.

Um poder em franca expansão, temido por todo o Estado e como todo bom jogador, "jogando nas sombras, nunca de frente".
Um poder agora mais que nunca com essas bases, um dos maiores no plano nacional.
O Império de Dornelles devora o Rio de Janeiro e o Brasil e suas perspectivas são das mais sombrias.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SIRIA : SEMENTE DA MULTIPOLARIDADE

Daqui a alguns anos poderemos dizer que foi na Siria que se iniciou o mundo multipolar, foi no fracasso dos EUA em invadir o país e na firme reação da Rússia que passaram a se desenrolar os acontecimentos que hoje delineam um futuro de multipolaridade.
De fins de 2014 a hoje o conflito intensificou uma divisão que se expraiou a outras vertentes na política internacional.
De um lado um Eixo da Resistência composto pela Rússia, pela China e pelo Irã que ao defender a Síria desde então são levados a liderança do processo contra-hegemônico e da gestação de um mundo multipolar.
De outro um Eixo Franco-Turco-Catarí ligado a forças na Irmandade Muçulmana e com projetos imperialistas própios em particular na Síria aonde inclusive já faziam planos de divisão do país entre os própios.
Ainda um Eixo Sionista-Saudita, duas nações em crise que impulsionam guerras na região e no mundo por projetos expansionistas e pela própia integridade territorial muito ligados as células da Al-Quaeda e na Síria a Frente Al-Nusra.
De interesses conflitantes na Síria, os Franco-Turco-Catarís e os Sionistas-Sauditas passaram a conflitar regionalmente no Egito, na Líbia, na Argélia e logo globalmente como no Donbass aonde os primeiros buscam um distencionamento com a Rússia e os últimos o estopim do conflito.
Tudo costurado e interligado no fio da navalha por um EUA com facções também em disputa aonde por ora Obama tende aos Franco-Turco-Catarís e seus adversários republicanos na figura do Senador Jhon Mac Cain aos Sionistas-Sauditas.
Em um último gesto de desespero os EUA buscaram uma "Coalizão anti-Estado Islâmico" como desculpa para agredir a Síria e retomar o Iraque, e em um último gesto conciliar os interesses irreconciliáveis.
A política Sionista-Saudita iniciada no Afeganistão agora é prática mundo a fora e usada como instrumento para seu domínio em especial no Mundo Àrabe mais também para hostilizar e chantagear os inimigos como a Rússia.
Os Franco-Turco-Catarís embarcaram na onda com os EUA mais viram que os Sionistas-Sauditas não tinham os mesmos interesses que os seus.
É irreconciliável até territorialmente os projetos do "Lago do Mediterrâneo e da Turquia Expandida" dos Franco-Turco-Catarís com "a Eretz Israel e o Estado Islâmico Saudita".
A Siria reavivou também oque esteve inerte desde o estabelecimento da Hegemonia dos EUA nos anos 90 : As nações do Terceiro Mundo e muitas com certa autonomia rechassaram categoricamente a intervenção imperialista mostrando que longe de estar isolada a Siria contava com respaldo internacional.
E também foi reavivada a solidariedade internacional com diversas nações ajudando efetivamente a Síria e não só com armas e equipamentos mais também com víveres, matérias-primas e investimentos.
É por isso que a Siria é a "semente da multipolaridade" pois em torno dela se criou a dinâmica que leva o mundo hoje poder enxergar a frente um mundo multipolar.
Foi a primeira vez desde seu triunfo que a hegemonia foi barrada e viu a oposição ou a indiferença da grande maioria do mundo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Principais Escolas de Samba do Rio de Janeiro

O carnaval carioca e tão logo fluminense, dos blocos de rua, ao desfile na Intendente Magalhães com o ponto alto do Sambódromo é uma das marcas da cultura de nossa cidade e expandido ao entorno com linguagens e características únicas.
Embora mercantilizado, o carnaval não perdeu sua identidade nascida dos morros, das favelas, das comunidades cariocas, da alma africana reinventando as antigas tradições do entrudo e dos bailes de máscaras.
Dessa síntese, nasce a marca da passarela do samba que através das principais escolas de samba que movimentam as comunidades o ano inteiro fazem do àpice no desfile na avenida, uma amostra do Rio de Janeiro para o mundo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O COLAR DE PÉROLAS DA CHINA

A China com todo seu gigantismo e vasto território, consegue por mais incrível que pareça ter uma relação e vias de comércio sob os inúmeros países que a fazem fronteira terrestre do que sob seu enorme litoral devido ao cêrco que ali é posto pelos EUA e as nações que estes tutelam ou a ele se aliam e que praticamente cerceiam o litoral chinês.
A estratégia chinesa está no que batizaram de "Colar de pérolas", seus portos, bases militares marítimas e pontos estratégicos de navegação que atuam na defesa de seu litoral ante tal cêrco e juntamente com portos mais abertos a si e parcerias militares que por vezes resultam em operações conjuntas, até hoje de caráter defensivo, o Gigante asiático forma uma rota que "fura o cêrco" e lhe permite um litoral seguro e vias marítimas abertas para interação e comércio mundo a fora.
O mapa demonstra os pontos estratégicos deste "Colar de pérolas" e as nações que são parceiras da China e as que como parceiras dos EUA dificultam suas posições, além de nações que interagem com ambas e apesar de serem tradicionalmente "rotas seguras" para embarcações chinesas por vezes os interesses oscilam e podem gerar crises pontuais.
Em tempos recentes a grande perda deu-se na Tailândia aonde um golpe militar patrocinado pelos EUA retirou um governo simpático a Pequim e com sua posição estratégica dificultou em muito as rotas chinesas e principalmente implodiu os planos de parceria "a longuíssimo prazo" que contariam incluso com a construção de um canal interoceânico que diminuiria as distâncias entre as rotas no Oceano Pacífico ao Índico.
A China também tem intensificado laços históricos e pondo fim a antigas rivalidades, oque vem forjado "alianças de alto nível" com nações de porte como a Rússia e o Irã, além da Àsia Central, o Paquistão e a região da Síria e Líbano no Oriente Médio.
Apesar de crises pontuais se consolidam alianças com a Índia e a Indonésia, por exemplo.
Mais com certeza o grande "ponto estratégico" e aliado a qual a China faz questão de cultivar é a Coréia Popular, a qual possuem relações quase complementares.
Apesar de tudo também se mantém estável a relação com a Indochina, em especial com o Vietnã, por mais que as tentativas recentes dos EUA procurassem distanciar as nações.
Como plataforma de projeção e tutela dos EUA na região e por todas as causas históricas, embora tentem uma relação "menos beliciosa", sempre interrompida por pressões norte-americanas, prossegue o Japão e seus aliados como a Coréia do Sul os principais entraves a defesa e livre circulação dos interesses chineses.
O caso de Taiwan é o mais particularmente grave que a China reclama como seu território e os EUA sob o Japão interessa manter afastado de Pequim.
Nota-se que as posições chinesas são absolutamente defensivas, é a China que está cercada, qualquer teorização fora disso, foge a realidade, assim como o interesse vital da China de afastar dali os interesses dos EUA que buscam sufocar seu desenvolvimento e própia existência como nação soberana.
Se há partes na China e nos EUA que os tornam "economias complementares", os "interesses nacionais" os dividem e as àereas de defesa, comércio marítimo e mesmo matérias-primas os põe em lados opostos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A rede - Al Quaeda

Sua origem remonta a operações dos EUA, Reino Unido, Israel, Arábia Saudita e Paquistão contra o governo pró-soviético do Afeganistão e o posterior embate das tropas soviéticas contra estes "guerreiros das madraçais", os Talibã.
Em tempos mais recentes se tornaram prática inerente a política saudita ao ataque em seus inimigos e na expansão de sua zona de influência em comunhão com os objetivos estratégicos de Israel e da pilhagem imperialista dos EUA.
Logo outras nações como a França, a Turquia e o Catar levariam essa estratégia a seus objetivos ora cooperando, ora criando novos braços mais a seu favor desses grupos terroristas.
Hoje formam "uma verdadeira rede", simulando um islã que na verdade só serve aos objetivos do Imperialismo em comunhão com os regimes monárquicos do Golfo Pérsico.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

# A MOBILIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA #

A proposta da hoje Mobilização Revolucionária é : a unidade em construção da revolução ! Estamos hoje apenas focados em uma "Revolução de Libertação Nacional" que una o maior número possível de aliados : comunistas, socialistas, social-democratas, trabalhistas e mesmo tradicionalistas, distributivistas e aqueles que dentro da fé buscam um enfoque solidário como da doutrina social católica e da caridade islâmica.
O fóco é anti-liberal,anti-globalista e na luta pela libertação dos póvos do mundo para que cada um possa construir com seus própios valores sua sociedade mais próxima do ideal.
Aqui unamos estes ideais fraternos para construir esta mobilização !

UNIDADE POR UMA MOBILIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA

Uma mobilização revolucionária unindo esquerdas e nacionalistas e outras frentes em uma perspectiva anti-globalista é vital para avanços no processo de libertação nacional do Brasil e no combate a hegemonia liberal (direita,esquerda e conservadorismo liberais) que nos aprisiona no modelo nefasto de "democracia liberal".
Não há incoerência, mais complementariedade em unir forças aparentemente díspares, porém com objetivos comuns que nos unem. Uma mobilização contrária ao domínio do poder econômico sobre o poder político e sobre o modo de vida social,contrária ao "fetichismo" do mercado e sua ideologia "pós-moderna", contrária a qualquer ingerência nos assuntos internos e na condução da sociedade brasileira e de qualquer nação do mundo,contrária a um enfraquecimento do Estado em um período histórico no qual o Estado é a grande defesa do povo contra o domínio econômico, contra a recolonização do Brasil e de qualquer nação, contra a escravidão dos póvos ao "grande capital transnacional".
Uma mobilização revolucionária não precisa deixar de ter suas preferências e soliedariedade, seja a Internacional comunista, ao Foro de São Paulo, ao Movimento Eurasianista e tantos outros; porém deve ser a primeira a rechassar qualquer interferência dos mesmos na dinâmica de construção do Brasil e das nações e adaptar qualquer agenda que simpatize vinda destes òrgãos a não interferência direta nas nações, ao resguardo das soberanias e a unidade da mobilização revolucionária.

BEBER DAS ÀGUAS DO EURASIANISMO

A Mobilização Revolucionária bebe das "àguas do Eurasianismo" pois defende a composição de um mundo multipolar aonde as soberanias sejam respeitadas e cada nação possa desenvolver seu modelo própio com base em suas tradições, em sua moral, em suas particularidades geográficas, históricas, sociológicas e mesmo de aspecto físico que molda a sua adaptabilidade e a construção de seu própio modo de vida e cultura construídos através desta sua interação com o ambiente natural.Neste mesmo modo não há espaço para um movimento anti-religioso em si nestas fileiras, pois a religião é um dos pilares da identidade de um povo, oque não quer dizer que não haja espaço para críticas e para a convicção pessoal e a crítica a religião deve ser feita como nossa obrigação sempre que ela for usada para influenciar a adoção de modelos e valores "estrangeiros" a cultura brasileira e de qualquer nação.Beber das àguas do Eurasianismo para um comunista é adotar a visão de um comunismo genuinamente brasileiro, vindo de nossos valores e não lutando contra eles, uma união entre pensamento comunista e nacionalista.Tal como fazem as experiências da Coréia Popular, da Bielo-Rússia e da Aliança Bolivariana pelos póvos de nossa américa (ALBA), por exemplo.E não há como faze-lo no Brasil sem resgatar os pensamentos trabalhistas e brizolistas e o "socialismo moreno" via a esquerda de construção genuinamente brasileira ! Não há como faze-lo sem respeitar todas as culturas que fazem parte da "Nação Brasil" e seus modos de vida, em especial os indígenas e os quilombolas como elos frágeis desta corrente sob "pesado ataque cultural e mesmo sob sua integridade física".
Beber "das àguas do Eurasianismo"é por fim apoiar o processo iniciado por Rússia e China na Cooperação de Shangai na liderança de um mundo multipolar e construções soberanas como a Unasul e a União Africana e lutar para que a Europa e o Japão recuperem suas soberanias e passem a dar cabo de seus própios processos sem a tutela de ninguém ! E lutar para que os EUA se libertem do domínio mercadológico e volte a ser uma nação e que conviva em harmonia com as demais sem mais buscar imposição de nada ! E por fim retirar o domínio atlantista de Israel e exigir o estabelecimento da nação palestina e a volta dos refugiados tal como a resolução da ONU que criou a própia Entidade Sionista estabelecera já que não é possível a devolução total das terras a nação palestina !

A CRÍTICA A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

A Mobilização Revolucionária deve ser cética e crítica quanto a esta organização.A ONU que deveria ser um fórum internacional de diálogo e solução de conflitos vem adquirindo uma feição ditatorial e violado a soberania das nações.Nenhum ato ou resolução da ONU e seus inúmeros órgãos como o UNICEF, a OMS, a OMC e mesmo do Conselho de Segurança pode ser impositivo, somente sugestivo as nações para não ferirem sua soberania, seus valores e bem-estar de seus póvos.Quem é a ONU para fazer julgamento de uma nação soberana e aplicar-lhe sanções, regras e mesmo a agressão, a invasão seja por meio de seus "capacetes azuis", seja por meio a atender interesses de potências ? Que cada povo resolva seus problemas em âmbito nacional ou regional caso se faça necessário, se preciso for que o mesmo leve o assunto requerendo uma nação mediadora ou a própia ONU como mediadora da solução. E mediar é buscar no diálogo e em ações internas a solução, jamais será agredir ou impor oque quer que seja a uma nação. A ONU é bem-vinda como órgão de diálogo e conciliação, mais repudiada como órgão de imposição e regramento.

O INIMIGO É O LIBERALISMO

O maior incentivador da dita "globalização" que nada mais está sendo que a expansão do domínio de um seleto grupo de grandes corporações privadas associadas ao imperialismo norte-americano e ao fictício "padrão dólar" na economia que é controlado por estas mesmas corporações via bancos privados que controlam os centros financeiros de Wall Street e a City de Londres e os própios bancos centrais dessas nações de onde as dominam e usam como instrumento.
O Liberalismo como doutrina é equivocado e inimigo dos ideais de qualquer nação e de qualquer ramo de esquerda por estar baseado em dois equívocos.
O primeiro é o mito de que foi o liberalismo com seu aporte econômico que trouxe o padrão de vida alto das nações "ditas desenvolvidas".
Quem trouxe bem-estar e padrão de vida alto as nações "ditas desenvolvidas" foi a luta dos trabalhadores contra a concentração de renda e a regulação do Estado justo quando o "livre-mercado" ia se cartelizando.
O segundo mito é o de que os Estados formam os cartéis e monopólios privados se "associando" a quais mantenham seus interesses,quando na verdade hoje em dia oque ocorre é a tomada dos Estados por cartéis privados (muitos transnacionais via globalização), hoje uma cartelização também financista.Se hoje,Estados favorecem grandes conglomerados privados é por que estes é que, de fato comandam o Estado e não porque seriam por ele cooptados.
Inclusive hoje, esses conglomerados usando a ideologia liberal pregam o "Estado mínimo", enfraquecem o poder do Estado e fortalecem seu poder sobre ele e sobre toda a sociedade.
Por isso, o liberalismo hoje é o "grande inimigo" pois encaminha o mundo para uma "ditadura de grandes corporações privadas".
É contra esta ditadura que os inimigos do liberalismo lutam.
Em termo de "valores" que defende o liberalismo também se opõe a qualquer modelo de sociedade fraterna e solidária que é o ideal de esquerda.O liberalismo prega o individualismo, esnoba o nacionalismo, as tradições, a coesão social;assim é contrário ao tradicionalismo e a visão coletiva e solidária que identifica a esquerda mais também qualquer doutrina fraterna como o distributivismo.O liberalismo é a pregação ideológica da globalização, da uniformização das culturas, do predomínio da visão economicista sobre a social e a humanista e mesmo a moral.O liberalismo vem adotando uma visão reacionária culpando o pobre pela própia pobreza, negando os fenômenos sociais que marginalizam pessoas, nações, regiões.E por fim, o liberalismo vê o Estado como "inimigo público" e não como possível "servidor público" fruto das lutas sociais e fator protetor dos valores e da territorialidade de um povo. E com esse discurso, o liberalismo entrega nações nas mãos da "ditadura das grandes corporações privadas".
Ideologia do Unipolarismo e da globalização,derrotar o liberalismo hoje é vital para preservar a soberania dos póvos de todo o mundo !

UM COMUNISMO TRADICIONALISTA

A tradição não é em si reacionária, ao contrário, o reacionário, o estático são inimigos da tradição.A tradição é a base da cultura e dos valores de um povo, a base para sua adaptação, convivência e bem-estar diante de determinado ambiente físico, social e humano.Mudando um desses fatores a tradição tenque dentro dela fornecer respostas.Quando muda-se um desses fatores e a tradição permanece imutável ela já se põe como fator desestabilizador invês de harmonizador do ambiente.A transformação de monarquias em despotismos deve alterar a tradição que cria déspotas ou desagregará todo o sistema o pondo em cheque;a tradição de livre-mercado que cria cartéis deve ser revista ou porá fim a própia condição básica do livre-mercado:a concorrência;a tradição internacionalista deve ser revista quando se transforma em intervencionista, sendo a negação daquilo que propunha que seria a libertação dos póvos;os valores devem ser avaliados quando eles excluem parte da sociedade invês de os unindo como "iguais" os denegrindo como "menos gente" que outros que é o caso do racismo, da opressão a etnias, a xenofobia e ao preconceito em geral assim como quando minorias tentam impor seus valores a maioria.
É nessa hora que um comunismo, que uma esquerda tradicionalista deve intervir para avançar na tradição e evitar que ela seja deturpada em reacionarismo, em conservadorismo ilógico, em preconceito,e afirmar os pontos de soliedariedade, unidade e fraternidade presentes em cada tradição de um povo.
O comunista tradicional criaria a sociedade comunista guiado pelos valores de cada povo, assim cada povo teria sua "via para o comunismo" e não uma"via única", porque nenhum povo é igual a outro em suas necessidades, tradições e na própia convivência com o meio físico e social.

INTEGRAR UMA MOBILIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA - MR

Baseado e buscando uma unidade entre visões à esquerda como o comunismo,o socialismo,o trabalhismo brizolista,a social-democracia;visões fraternas como o distributivismo,a doutrina social da Igreja católica,a caridade islâmica e mesmo visões a direita como o trabalhismo getulista, o tradicionalismo para recuperar as soberanias nacionais,libertar os póvos do mundo do imperialismo norte-americano e de qualquer intervencionismo nos destinos e construção de cada povo, os ajudando, se solidarizando, jamais impondo modelos visando uma mobilização revolucionária por "revoluções de libertação nacional"aonde cada povo pode construir seu própio caminho de forma autônoma.
Se você se identificou com as propostas aqui apresentadas, venha somar e ajudar a construir a MR !
A MR é um projeto aberto de caráter anti-liberal,anti-globalista e na luta pela libertação dos póvos do mundo para que cada um possa construir com seus própios valores sua sociedade mais próxima do ideal.

OBS:O MR é uma organização para somar forças, trocar idéias, articular ações unificadas mais à parte de qualquer outra organização a que você pertença.O MR é um fórum de unidade e não de unificação exclusiva, assim você pode se juntar ao MR e prosseguir em qualquer organização que já faça parte desde que se identifique com nossa proposta e saiba separar as instâncias. Inclusive seria ótimo se fosse um interlocutor do MR dentro da organização que já faz parte a aproximando de nossa luta de unidade.

BASES DE UM BRASIL SOBERANO SOB MOBILIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA

Em uma gestão fruto de uma mobilização revolucionária tal como a MR propõe há algumas políticas ou eixos de políticas em que deve se basear, não somente por motivos ideológicos, mais também e antes de tudo por serem políticas que impulsionam o desenvolvimento econômico-social e reforçam a soberania de nosso país, sem a qual, qualquer desenvolvimento é nulo por não atender as demandas e valores de nosso povo.

SERVIÇOS PÚBLICOS GRATUITOS, UNIVERSAIS E ESTATUTÁRIOS

Não apenas por uma tradição comunista, mais também pelas gritantes desigualdades sociais em nosso país entendemos que para atingir o mínimo de dignidade e fazer com que todos possam usufruir da riqueza de uma nação que todos constroem, aonde o Estado é o ente tanto regulador como garantidor e pelo desvio de entregar serviços públicos a iniciativa privada que atua com a lógica do lucro e assim desvirtuam a essência de "servir ao público" de modo igualitário e fraterno, por fim pela certeza do subconsciente do povo brasileiro que assim pede e anseia por um acesso de todos por um serviço público essencial e estatutário contra a lógica do lucro diante das necessidades básicas.
Principalmente em relação aos serviços de saúde, educação, previdência, segurança e Defesa aonde até por motivos estratégicos de soberania não podem sair do controle do povo e de suas instâncias representativas.

ESTATIZAÇÃO DE SETORES ESTRATÉGICOS

É simplesmente impossível abarcar um projeto de desenvolvimento nacional com os setores estratégicos da economia subordinados a lógica de mercado, lógico que o lucro é um objetivo das empresas, mais para o desenvolvimento nacional não pode ser o único item por requerer planejamento de longo prazo, prejuízos momentâneos e prioridade as necessidades da nação, mesmo que no exterior se encontrem a princípio condições mais lucrativas, assim por natureza os setores estratégicos da economia já não podem ser guiados pelo valor de mercado, mais indiscutivelmente o devem ser guiados pelo projeto nacional de desenvolvimento e nisso, por valor de Estado, e isso só é possível com sua estatização. Fora serem setores sem os quais todo o restante da economia não funciona; por exemplo o do abastecimento de àgua, sem àgua não há atividade produtiva e esta deve chegar mesmo a quem por ela não puder pagar, é um valor humanitário e civilizatório, e como tal transcende as leis de mercado. Há por isso setores que o Estado não pode abrir mão, pois é oscilar e colocar em risco tanto os demais setores da economia, quanto a soberania nacional e o atendimento das demandas básicas de seu povo.

POLÍTICA EXTERNA MERIDIONAL E MULTIPOLAR

A geopolítica é como o espaço político se relaciona com o espaço físico de determinada região ao mundo, por exemplo temos a América do Sul como um espaço físico unido aonde se relacionam as potencialidades, os territórios e o planejamento de todas as nações que a integram e o Brasil como a maior delas não tem como deixar de estar na vanguarda deste processo por inúmeros motivos desde o desenvolvimento conjunto que dá alicerce a paz na região até a defesa territorial do Brasil que passa por todo o sub-continente sul-americano. O "espaço geopolítico" é então o espaço que determinado Ente, aqui no caso nações possuem naturalmente pautadas pelo meio físico, cultural,étnico e econômico para projetar seus interesses e potencialidades. Como não interelacionar questões de integração como a Amazônia e a Bacia do Prata ou ainda o trigo argentino, o vinho chileno com o petróleo venezuelano ? Por tudo isso e muito mais é que a América do Sul é o primeiro "espaço geopolítico estratégico" para o Brasil e por isso é vital a conformação do bloco da UNASUL, e não por objetivos "imperiais" mais simplesmente pela integração regional natural que dá forças a região de se impor em escala global e a passar a planejamentos que visem resguardar suas própias soberanias e um desenvolvimento mais equânime e complementar.
É a partir desses "espaços geopolíticos centrais" que as nações lançam as bases e condições para atuar em escala global preservando seus interesses, soberania e desenvolvimento. É oque vemos também os EUA na América do Norte, a Europa via UE, a Rússia via CEI, a África via UA e etc.
A adoção de uma estratégia para atuar neste espaço geopolítico de forma a melhor resguardar seus entes é base das políticas de defesa, diplomacia e outras em âmbito de cada nação.
E como a partir desses "espaços geopolíticos" ter um papel global que condiza com as aspirações e valores de cada nação também é uma meta.
O Brasil está buscando adotar uma estratégia chamada "Meridionalismo" a qual conta com nosso apoio e concordância e se baseia em pilares sólidos. O Meridionalismo abrange as nações situadas fora do hemisfério norte, em geral ex-colônias situadas em regiões de clima tropical, subtropical ou equatorial com população pobre ou em desenvolvimento e capaz de dar a volta ao mundo "em torno de um anel circular no sul", assim diversas características as unem e as dão presença e projeção global. Tal estratégia também se baseia nos valores do combate ao colonialismo, ao imperialismo e a auto-determinação dos póvos assim como a neutralidade, o não-alinhamento a nenhum centro de poder e neste caso a defesa da multipolaridade.
Além de ser uma estratégia que visa a resistir a dominação estrangeira, ao colonialismo e buscar o desenvolvimento desta parte do mundo explorada a eras e sem forças para resistir se não em conjunto, o Meridionalismo também deixa claro que é justo nessa parte do mundo que estão a maior parte e os mais valiosos recursos naturais do planeta e a injustiça destes não estarem a serviço das nações que os tem em seu território, o uso destes vastos recursos as quais o resto do mundo não anda para o desenvolvimento das nações hoje ditas "periféricas" é também uma de suas bases.
Não é possível o desenvolvimento e a soberania desta parte do mundo sem sua unidade, as "potências do Norte", as potências colonialistas e imperialistas não irão contribuir para o desenvolvimento soberano das nações pobres, neste caso o Meridionalismo assume sua missão anti-imperialista de forma pragmática.
Não é abrir mão de relações com a Europa ou os EUA é se unirem para passarem a terem relações soberanas e não tuteladas ou em desvantagem com estes e outros centros de poder.
Neste panorama o grupo dos países BRICs logicamente é o eixo essencial e nos põe em aliança com a Rússia e a China duas grandes potências do Norte que buscam exatamente a multipolaridade e assim relações mais equilibradas entre as nações, pressuposto primeiro do Meridionalismo e dão mais voz e vez as nações do Sul fato esse que três delas compõe o grupo : Brasil, Índia e Àfrica do Sul que com Rússia e China formam os BRICs. A aliança com essas duas grandes nações vem como imperativo vital da multipolaridade e assim da soberania e desenvolvimento do Sul.
Sendo três das maiores potências do Sul, membros dos BRICs e com diversos fatores em comum como vasto território, enormidade de recursos naturais de grande valor, indústria com tecnologia bem desenvolvida apesar de prosseguirem nações sem grande autonomia, clima típico dos trópicos, população com grandes carências, etc, Brasil, Índia e Àfrica do Sul se uniram no grupo IBAS que se torna a mais poderosa, concreta e promissora aliança a representar e moldar a estratégia meridionalista.
Com o IBAS como eixo e assim com presença no Sul de ponta a ponta : Brasil nas Américas, Índia na Àsia e Àfrica do Sul na Àfrica, a estratégia meridionalista vai agregando as potências médias e todas as nações meridionais em torno de suas bases, propostas e valores.
É assim que o Brasil pode e deve se projetar no mundo, se desenvolvendo com soberania e na luta para que todas as nações desta parte do mundo, ironicamente a mais rica e a mais pobre também se desenvolva soberanamente e que inclusive daí saiam intercâmbios e fluxos que estimulem esse desenvolvimento conjunto na unidade da luta.
Mesmo uma nação que a princípio pouco tem em comum com as demais citadas como a Austrália, porém que fazem parte desta região geográfica tem como estar junto nesta estratégia pois possui muito mais em comum na luta por soberania e desenvolvimento a qual atua frontalmente por exemplo contra o protecionismo e os lobbyes agro-industriais de potências do Norte do que em unidade com estas que sabotam sua soberania e freiam suas potencialidades.

No Sul está a maior parte da população, dos recursos naturais, das florestas, das terras, por que o desenvolvimento não está pautado então no Sul ? É a esse desafio que se propõe o Meridionalismo.

AUDITORIA DA DÍVIDA INTERNA E EXTERNA

Já está inclusive em nossa Constituição de 88 e jamais realizada. A Auditoria da dívida pública brasileira (interna e externa), diversas nações entre quais a Argentina e a Venezuela o fizeram e descobriram fraudes, desvios e toda sorte de artifícios que aumentavam as dívidas de forma ilegal para torna-la impagável e assim tutelar essas nações a instituições que representam o Imperialismo e o capital financista como o FMI.
Dois fatores já justificam uma auditoria : a tomada de empréstimos pelo regime de 64, um regime saído de um golpe de Estado e portanto ilegítimo não deve cair nas costas do povo brasileiro. Não são estas mesmas instituições que emprestam que advogam "valores democráticos" ? Pois bem, se não havia democracia, não havia legitimidade nos atos do regime se querem cobrar a dívida cobrem de quem a tomou, os golpistas e não do povo brasileiro, paguem o preço por dar suporte a um regime ditatorial.
Outro fator foram as mudanças nos juros da dívida que atrelados ao dólar ficam a mercê das flutuações desta moeda, mais de uma vez os EUA já utilizou-se do padrão-dólar para aumentar artificialmente o valor de nossa dívida externa valorizando ou depreciando os títulos da dívida a ponto de aumentar os juros a paga-la.

Como o regime de 64 entregou um país superendividado ? obras como a Transamazônica serviram para oque ? Como FHC doou empresas brasileiras como a Vale do Rio Doce e nossas dívidas aumentaram invês de diminuir ? Que padrões são usados para permanecermos um país endividado ? Por que munícipios tenquem arcar com juros extratosféricos para conseguir empréstimos para obras públicas enquanto transnacionais pegam milhões praticamente sem juros via BNDES ?
A MR quer essas respostas e por isso apóia e exige a Auditoria da dívida pública (externa e interna) !

RESGUARDO DOS DIREITOS SOCIAIS E TRABALHISTAS

Além das questões ideológicas e morais a defesa dos direitos sociais e trabalhistas se respaldam no direito a condições dignas de trabalho e de vida e que direitos sociais como educação, saúde e ação social são pressupostos para a construção plena das potencialidades humanas e seu reflexo na sociedade em geral, assim como o trabalho decente e estável é condição básica para o sustento das famílias e seu desenvolvimento assim como ao própio planejamento de vida.
Visando a dignidade humana e a estabilidade da qual dependem o planejamento e as potencialidades da sociedade é que se defende o resguardo dos direitos sociais e trabalhistas.

LEIS ANTI-TRUSTE, CARTÉIS E MONOPÓLIOS PRIVADOS

A MR entende que uma nação é a expressão da unidade de um povo reunido por bandeiras e valores comuns e o Estado o órgão protetor e servidor desta nação, assim sendo o único que pode ter um monopólio a serviço desta.
Qualquer grande concentração de poder privado, atuante pela lógica do lucro põe em risco primeiro o própio sistema de mercado, com uma competitividade que deveria ser para aquece-lo e fazer que a busca do lucro se reverta em bons produtos a acesso do povo e em segundo que a economia nacional não pode ficar dependente de interesses particulares no que deve se sobrepor o interesse nacional e popular.
A história já demonstrou o grande mal que fazem os instrumentos dos trustes, cartéis e monopólios no setor privado a começar por subordinar um ramo inteiro da economia a interesses restritos em detrimento da nação como um todo e em seguida como seu domínio econômico ataca o poder político o apartando de seu dever para com a sociedade e o instrumentalizando a serviço de seus interesses.
Assim leis claras e rígidas que impeçam ou restrinjam os trustes, os cartéis e monopólios privados são uma medida vital não apenas para o equilíbrio econômico, mais sobretudo para a integridade nacional e política e defesa de que estas reflitam e sirvam os interesses de seu povo.

DEFESA DA PRODUÇÃO NACIONAL

Se o objetivo de um Estado é ter um desenvolvimento econômico e social com soberania e assim um desenvolvimento que se paute nos anseios de seu povo é consequência a defesa da produção nacional.
Primeiro, por esta produção gerar riquezas, tecnologia, conhecimento, base industrial e atender ao desenvolvimento e usufruto da nacionalidade.
Segundo, por estar interligado e deve estar a um projeto nacional que com ajuda e suporte do Estado leve também as empresas privadas e cooperativas a atender interesses econômicos que sejam demandas e vocações de cada território e usarem suas estruturas para formar conhecimentos e tecnologias que colocarão a nação, não apenas no atendimento cada vez mais produtivo e eficiente das demandas de seu povo, mais também na vanguarda de novas descobertas e potencialidades para si e em parceria com o mundo, desde que respeitadas todas as soberanias.
Uma nação que deixa sua economia nas mãos de transnacionais, além de estar enviando riquezas para fora da nação, está impossibilitando, muitas vezes por concorrência desleal o desenvolvimento aqui destas potencialidades e empregos e com certeza perdendo parte de sua soberania já que as transnacionais atendem interesses de suas matrizes e não os da nação que se instalam.
A vinda de transnacionais é positiva como parceria para projetos que desenvolvam aqui tecnologias ainda não instaladas, mais que estas se revertam a indústria nacional e não a interesses externos.
A transferência de lucros de transnacionais da nação ao estrangeiro é uma grande perda a economia nacional e perpetuadora de uma condição dependente incompatível com a soberania.
A produção nacional deve estar para a nação e a serviço do desenvolvimento nacional o dando total prioridade sem ser ou se render a lógica transnacional do lucro puro e simples.

INCENTIVOS AO EMPREENDEDORISMO

Restringir o grande capital jamais pode ser confundido com restringir o espírito empreendedor de um povo, muito pelo contrário, o empreendedorismo deve ser uma das bases do desenvolvimento econômico nacional.
O Estado deve oferecer todo incentivo ao empreendedorismo a começar por uma educação decente, mais universidades e escolas técnicas que deem espaço e abram parcerias e acessorem a abertura destes projetos gratuitamente, os bancos públicos devem oferecer o microcrédito de forma rápida e eficiente e também ajudando na elaboração do empreendimento apontando canais de ajuda, estímulos, corrigindo falhas, aprimorando-os.
A burocracia tenque ser eficiente, porém simplificada, o empreendedor deve ter fóco em seu investimento e não em papeladas.
O empreendedorismo deve ser estimulado acima de tudo nas àereas mais carentes como em comunidades e na zona rural seja em forma de negócio familiar ou cooperativa principalmente passando aí também valores de unidade solidária e não somente uma relação patrão-empregado.
O Estado deve e pode ter um serviço com cursos e especializações para iniciar e melhorar estes empreendimentos e uma poupança nacional que sirva de base a mesmo bancar o início destes e seu capital de giro com juros mínimos.
O empreendedorismo se expressa de múltiplas formas e é o misto de competitividade com solidariedade necessárias a evitar que a economia fique concentrada na mão de poucos e possa se expandir e diversificar, em unidade com as cooperativas e os negócios familiares, o empreendedorismo é a base dos pequenos e médios negócios que realmente fazem a economia de mercado estar a serviço da população.

DESBUROCRATIZAÇÃO DA MÁQUINA PÚBLICA

A burocracia não é algo que se origina do Estado para ter o controle do povo, mais de obter os meios e informações de administrar a estrutura de governo a serviço dos interesses deste povo.
Assim sendo, esta burocracia tenque ter fóco, ser rígida para evitar transgressões ao interesse público, mais também ser simples para não sufocar seu própio povo com contabilidades, contas e gastos para além do que este mesmo possa entender e fiscalizar e que jamais venha a servir para ocultar ou tangiversar, mais para expor e pôr as claras a estrutura administrativa e o papel de cada pessoa em prol de sua qualidade e eficiência para o bem da coletividade.
Uma burocracia extensa e complexa para além de um desgaste na vida do povo e um entrave com custos aos empreendedores torna mais difícil mesmo para órgãos e o própio Estado fiscalizar os meandros desta administração pública.
Assim sendo a desburocratização da máquina pública deve ser uma meta a ponta de torna-la tão rígida e de fácil fiscalização como eficiente e ajudadora das políticas públicas e do desenvolvimento.
O Estado tem o dever de fiscalizar e administrar a vida social no que tange fazer funcionar a administração pública, só que isso deve ser feito de modo a trazer a todos a responsabilidade e a unidade ante a nação e sua administração, só possível com uma burocracia de fácil entendimento, sem grandes custos e assim também de fácil fiscalização e agilidade em pôr a frente o Estado e suas funções em prol da sociedade.

POLÍTICA DE PLENO EMPREGO

Se o objetivo de um Estado é dar dignidade a seu povo, um dos pilares centrais é uma política de pleno emprego.
Sem o trabalho e seus frutos tanto não há atividade produtiva como não há o ganha-pão e a dignidade de construir e usufruir do que se construiu com trabalho, um valor de dignidade e de postura construtiva perante a vida.
Políticas de assistência social e renda mínima são necessárias para períodos de aperto e entre os mais carentes, mais o objetivo prioritário de um Estado que empodere seu povo é o dar os meios de ter seu sustento fruto de seu trabalho e capacidades, sem depender de ninguém e assim engrandecendo a nação como um todo.
Ninguém trabalha de e para si, em sociedade o trabalho de um é o complemento do de outro e isso é o círculo produtivo que mantém a economia.
Antes de tudo serviços públicos de saúde, educação e capacitação, além de sim, se necessário assistência e programas sociais são pressupostos para que a pessoa tenha condições de exercer um trabalho e aí sim depois o Estado deve acolhe-lo com a política do pleno emprego.
Ninguém em idade produtiva sem trabalho, salvo em estudo ou que necessite amparo.
O trabalho de todos é o sustentáculo da nação e fator de seu desenvolvimento.
O Estado pode e deve atuar em diversas instâncias para garantir o pleno emprego a começar por oferecer ao recém-formado no ensino técnico ou universitário uma carreira, seja no serviço público, seja em parceria com a iniciativa privada ou com incentivos ao mesmo atuar no empreendedorismo.
As empresas e empreendimentos privados devem ter todos os incentivos para gerar empregos, desde que empregos dignos.
O Estado tem a obrigação de estar aberto a todos os trabalhadores no serviço público, mesmo que seja os encaminhando a iniciativas de empreendedorismo e por fim, uma atenção toda especial a agricultura familiar, ao pastoreio, ao artesanato, ao comércio, a arte e cultura como formas garantidas de pleno emprego.
E um pleno emprego sempre com garantias de estabilidade, de crescimento e de usufruir de seus frutos com o mínimo de dignidade.
Qualquer política que atue de modo a precarizar as relações de trabalho, desempregar ou retirar meios de sustento e trabalho devem ser terminantemente proibidas e o nível que houver de desemprego cabe o Estado chamar estas pessoas e os oferecer uma atividade produtiva ou a assistência que necessitarem até estarem aptos a exerce-la.
A política do pleno emprego é a garantia do pão na mesa e de uma economia de e para os que trabalham e produzem.

PRESERVAÇÃO DOS VALORES E DA IDENTIDADE NACIONAL E REGIONAL DO POVO BRASILEIRO

A tradição é a melhor maneira encontrada por um povo para se adaptar, conviver e se expressar em determinado tipo de território e a cultura é a forma de se expressar esta tradição em forma de identidade.
É por isso que o colonialismo cultural é tão cruel e desagrega todos os póvos em que toque, pois é a imposição de algo que até pode funcionar em um determinado território e contexto, mais que é contrário ao que fez outros póvos pela história terem o melhor aproveitamento de suas realidades específicas.
Um povo que perde sua cultura, nega sua história, perde sua identidade e assim destrói os elos que os forjaram a unidade e logo se desagrega como nação.
E o pior fica fadado a repetir modelos que por não condizerem com sua realidade gerarão problemas sem fim até seu esgotamento.
Daí a importância fundamental de um Estado e uma sociedade lutarem pela preservação de seus valores e de sua identidade, tanto a nacional que os unifica, quanto as regionais que dialogam com a nacional a enriquecendo nesta unidade forjada.
Este deve ser um dos pilares e orientadores de todas as políticas do Estado e das expressões sociais.
Tudo que se fizer por esta causa e contra a imposição de valores externos está se fazendo pela integridade deste povo.
Dialogar com outros póvos e culturas, com certeza, agora adotar aqui influências destes que descaracterizem a nossa é ir aos poucos matando oque nos unifica e nosso própio elo com essa terra e com nossos irmãos.

FÓCO NA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA E DIMINUIÇÃO DAS DESIGUALDADES

Não basta se querer para se ter uma vida digna, tanto com pessoas, como regiões fatores históricos, de modelo econômico e mesmo climáticos e de infra-estrutura dificultam a geração de uma renda que atenda as necessidades de determinada pessoa ou região.
O própio abismo da acumulação de renda e de disparidades entre os maiores e menores salários também são determinantes para excluir pessoas e regiões de uma vida no mínimo similar a comparada a média.
O acesso a terra, ao emprego e aos serviços públicos são pressupostos para mudar esta realidade, mais somente estes não mudam o panorama.
A base da civilização é justo a unidade para evitar que todos passem privações, um ajuda o outro, hoje o em melhor condição, ajuda o mais frágil, amanhã pode também precisar e ser ajudado.
Isso é unidade, o resto é ranço individualista.
A estas pessoas e regiões mais frágeis, o Estado deve se fazer mais presente tanto em programas sociais, como em serviços públicos, geração e qualificação dos empregos e infra-estrutura.
Cada realidade deve ter um olhar especial compatível com seu modo de vida e organização, se numa cidade comércio e serviços ou indústria, se no campo a agro-indústria ou em comunidades indígenas apoio a artes e cultivo ancestrais.
Toda acumulação de capital em grupo de pessoas ou regiões é danosa para a unidade da nação, aonde todas as regiões devem ter suas potencialidades até como forma de se expressarem na economia e na cultura nacional.
Diminuir as diferenças entre os maiores e menores rendimentos e a concentração e desenvolvimento focados em uma ou outra região para que abranja todo território nacional são fundamentais para que se forme uma nação mais justa, forte e soberana, e unida, pois economicamente refletindo a unidade política e cultural.

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Na foto, ideais que nos inspiram

GLOBALISMO NÃO, MULTIPOLARIDADE SIM !

A globalização liberal é a face da hegemonia do liberalismo como sistema político e econômico sustentado na hegemonia dos EUA e de sua máquina militar que tem no domínio e aliança via OTAN com potências européias uma força beligerante e agressiva a nível mundial a impor este sistema que o beneficia pois em seu cerne estão políticas que subordinam as economias de outros póvos as suas, ao centro do capitalismo global a qual os EUA é a capital.
Assim a globalização liberal também é uma forma mascarada de neocolonialismo.
Este sistema também se sustenta no padrão dólar imposto como moeda global e assim subordinando todas as demais economias as suas variações e aos atos do Banco Central norte-americano, o FED, que na verdade é um banco privado e não do governo e que pertence as grandes famílias e grupos financeiros internacionais.
No termo cultural o liberalismo também se consolida em uma mentalidade que pode ser descrita como ocidentalismo cosmopolita liberal e que se divide em três vertentes principais : os liberais, os libertários e os neoconservadores; todas primam por manter o status adulando o modo de vida do colonizador, a imposição do sistema de dependência como se fosse sinônimo de progresso sob o lema indefinido de modernidade e atacando a mentalidade tradicional dos póvos e oque os mantém coesos e unidos, assim como a mentalidade trabalhista e o valor da produção que em si só pensam em uma economia soberana e a serviço de seu povo.
Bem ou mal, as nações abaixo, cada uma a seu modo, contestam e põe em cheque mais fortemente estes preceitos e fazem surgir o conceito de contra-hegemonia por revoluções de libertação nacional contra o imperialismo, o liberalismo e a plutocracia financeira que os comanda, nisso resgatam a identidade dos póvos, suas tradições e o pensamento de um modelo econômico autônomo que atenda aos anseios de seu povo e com bases no valor do trabalho e da produção.
Muito diferentes, uns mais contestadores do todo, outros focados em partes, estas nações hoje são os pilares e "as parteiras de um novo mundo" : multipolar, de nações soberanas, de identidade popular e tradicional e de economias produtivas voltadas prioritariamente as necessidades de seus póvos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

No 2º turno o Rio Dilmou

Dilma recuperou neste 2º turno os votos populares na cidade do Rio de Janeiro que no 1º turno tinham encontrado em Marina Silva um voto de protesto contra a retomada da inflação e uma percepção de precariedade dos serviços públicos.
Esses votaram repudiando o candidato Aécio Neves e seu programa ainda fresco de privatização, precarização do trabalho, arrocho salarial e desmonte do serviço público que seu partido infligiu ao Brasil nos anos 90 e que o PSDB replica nos Estados que governa.
A cidade não se dividiu como muitos podem afirmar equivocadamente em classes sociais, com os mais humildes com Dilma e os mais bem de vida com Aécio.
A intelectualidade e o meio acadêmico carioca votaram majoritariamente em Dilma, então é errado dizer que a candidata venceu com "o voto dos menos esclarecidos ou escolarizados".
O fator classe apenas refletiu o fator mentalidade, com os ricos e as classes médias mais abastadas em um front liberal, seja cosmopolita ou conservador, mais liberal em oposição a uma mentalidade mais trabalhista por parte dos mais humildes e da classe média mais proletarizada.
As mentalidades libertárias e progressistas tiveram seu impacto mais se dividiram e não foram um fator decisivo neste quadro.
As mentalidades se veem claramente em dois discursos na cidade que as simbolizaram e identificaram os votos.
De um lado uma tônica no repúdio a corrupção, por medidas de meritocracia, pela diminuição do Estado, contra a política e em defesa da democracia liberal.
De outro uma tônica na manutenção do olhar social, das políticas de emprego e renda, da valorização dos salários, na presença do Estado via serviços públicos e contra o elitismo.
Se por um lado a diferença de classes identificou as mentalidades, até entre os que mais precisam de serviços públicos em oposição aos que apenas tem o Estado como um impecilho devido a carga tributária e um pseudo "viés autoritário", não necessariamente dizem que são inerentes a classes sociais pois muitos das classes mais bem de vida, como a intelectualidade votaram em Dilma com o discurso trabalhista e parte de uma classe média proletarizada que ascendeu a pouco votou em Aécio com um discurso liberal.
Mais majoritariamente as classes refletiram uma disputa que é de mentalidades e nem tanto de posição social.
Um fato interessante é que ambos os votos, de maneiras opostas, se guiaram por fatores que são herança do ciclo de exclusão social e concentração de renda vitorioso no Brasil em 64 e que teve no neoliberalismo dos governos FHC sua expressão elitista mais clara. Os pobres e proletários votaram em Dilma por verem agora chegar, oque antes não tinham que são as políticas sociais, de emprego e renda junto com uma ainda tímida presença do Estado em obras e serviços públicos enquanto os ricos e as classes médias que este modelo empurrou as escolas e planos de saúde privados votaram em Aécio por se sentirem atacados por pagarem impostos e ainda terem que arcar com as despesas de seus serviços elementais que deveriam ser fornecidos pelo Estado.
E aí está a dicotomia e por que considero o voto em Dilma coerente.
Não se vota contra um modelo no responsável por este mesmo modelo, no caso o candidato Aécio.
É por isso que os votos em Dilma foram em maioria pragmáticos e baseados no cotidiano e os em Aécio votos mais ideologizados e baseados em discursos subjetivos de liberdade.

#Eleições2014 #DilmaPresidenteReeleita

No Rio, quem Marinou no 1º turno, no 2º turno Dilmou

Na cidade do Rio de Janeiro, a grande maioria das regiões aonde a candidata Marina Silva foi mais votada no 1º turno, consagraram Dilma no 2º turno.
Mais por que uma maioria que votou numa candidatura de oposição, no segundo turno votou no governo ?
Note-se que eram regiões de maioria popular, de trabalhadores.
Assim não foi um discurso libertário, e o apoio do PSOL a Dilma no segundo turno que influenciou estes votos.
Foi o pragmatismo.
Essas regiões votaram no 1º turno contra o governo principalmente por medidas que impactaram seu dia a dia como os serviços públicos e a inflação.
Postas em um segundo turno aonde a candidatura Aécio representara o retorno das práticas que nos anos 90 precarizaram a vida dos trabalhadores e do povo mais humildes, estes migraram naturalmente a candidatura do governo, no voto em Dilma com quem tem críticas pontuais mais que apoiam suas medidas nos programas sociais, na geração de emprego, na política de valorização do salário mínimo e apesar de todas as falhas em um fóco na expansão e melhoria dos serviços públicos.
Votaram contra o retrocesso.